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PARQUE NATURAL MUNICIPAL BOSQUE DA BARRA
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I - IDENTIFICAÇÃO

NOME : PARQUE NATURAL MUNICIPAL BOSQUE DA BARRA

CATEGORIA : PARQUE

ÁREA TOTAL (ha) : 53,64544488

MAPEAMENTO : 285F e 286E

LOCALIZAÇÃO :

Situa-se no quilômetro seis da Avenida das Américas, mais especificamente na confluência desse eixo com a Avenida Ayrton Senna. O Parque está inserido dentro dos limites da Baixada de Jacarepaguá, entre as Lagoas de Marapendi e de Jacarepaguá.

 

NOME(S) POPULAR(ES) :

BOSQUE DA BARRA

LOGRADOURO(S) :

DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA PROTEGIDA POR BAIRRO :

BARRA DA TIJUCA 53,6454 ha

DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA PROTEGIDA POR BACIA :

RESTINGA DA BARRA 53,645 ha


TUTELA(S) :

Municipal SMAC



II - VISITAÇÃO

ACESSO :

A localização privilegiada do Parque Arruda Câmara, entre as mais importantes vias de circulação que cortam a Barra da Tijuca, facilita o acesso ao mesmo. Os dois principais eixos viários que dão acesso direto ao Parque são constituídos pelas Avenidas das Américas e Ayrton Senna. Um acesso secundário ao Parque é aquele constituído pela Avenida Sernambetiba e sua continuação
via Avenida Ayrton Senna.

O acesso por meio de transporte coletivo é facilitado pelo considerável número de linhas de ônibus urbanos que trafegam nas Avenidas das Américas, Sernambetiba e Ayrton Senna. A presença do terminal rodoviário da Alvorada, vizinho ao Parque, também é um fator positivo em termos de acessibilidade ao mesmo, pois parte dos coletivos que trafegam pelas avenidas anteriormente citadas tem como ponto final este terminal. Entre as inúmeras linhas de ônibus que servem àqueles que desejam visitar o Parque, destacam-se:

- partindo do Centro da Cidade, as linhas número: 175 (Central-Alvorada via Avenida das Américas), 179 (Estrada de Ferro-Alvorada via Avenida Sernambetiba), 233 (Rodoviária-Barra da Tijuca via Avenida Sernambetiba), 234 (Rodoviária-Barra da Tijuca via Avenida das Américas), 382 (Castelo-Grota Funda) e as linhas especiais número 1135 (Castelo-Base Aérea de Santa Cruz) e 2113 (Castelo-Taquara);

- partindo-se da Zona Sul, pode-se tomar as linhas: 523 e 524 ( Botafogo-Alvorada via Avenida Sernambetiba).

- a partir das Zonas Norte e Oeste, há as linhas: 701 (Madureira-Alvorada), 702 e 703 (Alvorada-Recreio), 751 e 752 (Cidade de Deus-Barra da Tijuca via Avenida Ayrton Senna), 753 (Cascadura-Barra da Tijuca), 754 (Sulacap-Barra da Tijuca), 755 (Cascadura-Gávea via Avenida Ayrton Senna), 854 (Campo Grande-Barra) e 882 (Santa Cruz-Barra da Tijuca).

A entrada para o Parque se faz exclusivamente pelo portão de acesso da Avenida das Américas. Para aqueles que chegam por meio de veículo particular, há estacionamento com cerca de 200 vagas, cuja entrada se faz pelo portão anteriormente citado.

ATIVIDADE :

Os dois quilômetros de alamedas e a pista de cooper servem às caminhadas, ao cooper e aos passeios de bicicleta, sendo estas as atividades mais praticadas pelos freqüentadores do Parque. Eventualmente, o teatro de arena existente no Parque é utilizado para encenação de peças teatrais.

HORÁRIO :

O Parque Arruda Câmara está aberto ao público diariamente, no horário de 8 às 17 horas.

EQUIPAMENTO(S) :

O Bosque da Barra representa uma grande área de lazer para os moradores da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e arredores. Somando-se à vegetação nativa de restinga, que por si só atrai a atenção dos visitantes, observam-se ainda os seguintes equipamentos:


- de lazer:

a) dois quilômetros de alamedas ladeadas por vegetação típica de restinga e algumas espécies exóticas, como mangueiras, jamelões, palmeiras entre outras;

b) um lago artificial com 1.200 metros quadrados e duas pontes ;

c) uma pista de cooper com 3.000 metros, a qual também serve como ciclovia; d) dois núcleos de recreação infantil equipados com brinquedos de tronco e corda, além de caixa de areia; e) churrasqueiras;

f) um pequeno teatro de arena;

g) gramados.


- de serviço:

a) mesas e bancos;

b) a sede da administração do Parque;

c) o Horto Carlos Toledo Rizzini, local de produção e venda de mudas de espécies de restinga;

d) cestas coletoras de lixo;

e) dois sanitários públicos com boxes para banho;

f) cinco bicas d'água distribuídas pelo parque;

g) estacionamento.


- de segurança:

a) os dois portões de acesso da Avenida das Américas, sendo que apenas um deles, situado junto ao estacionamento, é usado pelo público em geral. O uso do outro portão é limitado aos funcionários do Parque para as tarefas de manutenção da área;

b) cercamento do Parque por grade de ferro;

c) guarita no portão de acesso principal. Além destes, o Bosque da Barra conta com uma equipe de vigilantes da Fundação Parques e Jardins e da Guarda Municipal, responsáveis por ronda constante dentro do Parque.


- de informação: sinalização ecológica.


III - LEGISLAÇÃO

CRIAÇÃO :
03/06/83 Decreto Municipal n. 4105

REGULAMENTAÇÃO :

DELIMITAÇÃO :

ZONEAMENTO :


OUTRAS LEGISLAÇÕES :

- Decreto Municipal no 3.046, de 27/04/81, disciplina o uso do solo para o bairro da Barra da Tijuca;

- Lei Orgânica do Município de 05/04/90, artigo 463, declara o Bosque da Barra Área de Preservação Permanente (APP);


- Lei Complementar no 16, de 04/06/92 - Plano Diretor, artigo 70, integra o Parque Arruda Câmara (criado com esse nome)ao patrimônio paisagístico do Município sujeito à proteção ambiental;


- Decreto Municipal no 15.727, de 06/05/97, implantação do Horto Municipal Carlos Toledo Rizzini no Parque Arruda Câmara.

- Decreto Municipal 22.662, de 19/02/2003, dispõe sobre a renomeação e a gestão de parques públicos municipais, considerados como Unidades de Conservação (Parque Natural Municipal Bosque da Barra).


IV - MEIO ANTRÓPICO

HISTÓRICO :

A história da ocupação da Baixada de Jacarepaguá, onde está inserido o Parque Arruda Câmara, remonta à época da colonização, quando seus solos eram utilizados para a cultura da cana-de-açúcar. A cobertura vegetal, degradada pelo ciclo econômico, foi em parte regenerada devido à diversidade de ecossistemas existentes e às dificuldades de acesso à região, fato que permitiu seu relativo isolamento durante mais de um século, caracterizando-se como zona rural da cidade.
A Baixada de Jacarepaguá ou, mais especificamente, a Barra da Tijuca manteve-se à margem do processo de urbanização da cidade até a segunda metade do século XX.

No entanto, a partir dos anos 50 e 60, a expansão imobiliária se voltou para essa área da cidade, atraída por seus espaços livres e seu potencial como balneário.

Foi nessa época que a Barra da Tijuca começou a sofrer as primeiras alterações em termos de uso do solo. A atuação das companhias imobiliárias iniciou, ainda na década de 50, a ocupação das áreas à beira-mar. Desta época até o início dos anos 60, começaram a surgir os seus primeiros moradores de caráter não-rural, visto que, até então, a área era basicamente ocupada por pequenos sitiantes. As casas de praia daqueles habitantes de outros bairros da cidade, começavam a se transformar em endereço permanente.

A partir de 1970, o desenvolvimento de várias obras, entre elas a construção da Auto-Estrada Lagoa-Barra, propiciou a ocupação efetiva dos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca pela classe média alta, acirrando a disputa do setor imobiliário por terrenos nesta região.

A expansão urbana ocorrida no bairro da Barra da Tijuca nas décadas de 60 e 70 provocou grandes perdas ao ecossistema de restinga. A riqueza e fragilidade do meio ambiente local, ameaçado pela expansão urbana crescente, motivaram as ações do Governo e da comunidade quanto à forma ideal de ocupação da área.

Em vista disso, o Plano-Piloto da Baixada de Jacarepaguá foi elaborado pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa no final dos anos 60. Posteriormente, o Decreto Municipal no 3.046 de 27/04/81, que disciplinou a ocupação do solo na área da ZE-5 (tendo esta Zona sido estabelecida pelo Decreto no 322, de 03/03/76), baseando-se no Plano-Piloto, determinou a área do Bosque da Barra como de preservação ambiental dos monumentos naturais tombados, visando principalmente proteger os remanescentes da vegetação de restinga, a fauna local e a paisagem natural da área. Nesse sentido, o projeto preservou quase 80% da vegetação natural da região, além de ter introduzido outras espécies não nativas.

Em 1982, com projeto paisagístico do arquiteto Mario Sophia, diretor do antigo Departamento de Parques e Jardins, e projeto arquitetônico de Carlos Werneck de Carvalho, o Bosque da Barra foi efetivamente implantado.

Em 1983, foi denominado oficialmente Parque Arruda Câmara, em homenagem a este importante médico e botânico brasileiro.

Devido aos obstáculos existentes à revegetação de áreas de restinga, especialmente no tocante à carência de mudas apropriadas, a Fundação Parques e Jardins-FPJ iniciou, em 1992, um programa de produção de espécies vegetais para preencher tal lacuna - o Projeto Flora do Litoral. O projeto objetiva produzir mudas, com especial ênfase às ameaçadas de extinção, organizar um banco de sementes, resgatar a biodiversidade da Planície de Jacarepaguá, reintroduzir espécies raras ou ameaçadas de extinção e incentivar a utilização dessas espécies em tratamentos paisagísticos e na arborização de regiões litorâneas, como estratégia para a sua preservação.

Em 1993, devido à necessidade de aumentar a produção de mudas desse projeto, entrou em funcionamento o Horto Municipal Carlos Toledo Rizzini, no Parque Arruda Câmara. O Horto, com capacidade de produção mensal de 25.000 mudas, é parte fundamental do Projeto Flora do Litoral, tendo sido legalmente criado em 1997.

Em junho de 2000 foi inaugurado um novo projeto de paisagismo para o parque.

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO :

O uso da área pertencente ao Parque Arruda Câmara destina-se, prioritariamente, às atividades de lazer e recreação. Por esta razão, observa-se a presença no interior do Parque de apenas dois prédios, um deles utilizado para o desenvolvimento das atividades administrativas ligadas ao Parque e o outro pertencente ao setor de pesquisa e produção de mudas do Horto CarlosToledo Rizzini.


Como refúgio da fauna e flora nativas, o restante da área do Parque é ocupado por manchas de restinga e alamedas arborizadas, além de alguns trechos de gramados para atividades de recreação e esporte.

ASPECTOS SOCIOS DEMOGRÁFICOS:

ATIVIDADES ECONÔMICAS: A única atividade econômica existente no Parque é a atividade comercial de venda de mudas de restinga produzidas localmente, isto é, no Horto Carlos Toledo Rizzini. A renda gerada por tal atividade é revertida para a SMAC.

VIAS DE CIRCULAÇÃO :

Internamente, dois quilômetros de alamedas não pavimentadas, trafegáveis apenas pelos veículos necessários à administração e conservação do Parque, podem ser percorridos a pé ou de bicicleta pelos visitantes.

SERVIÇOS URBANOS :

- abastecimento d'água: rede de abastecimento d'água a cargo da Companhia Estadual de Água e Esgoto - CEDAE;

- esgotamento sanitário: o Parque não dispõe de rede de esgotamento sanitário, utilizando-se de fossa séptica;

- limpeza urbana: a limpeza e coleta de lixo no Parque são realizadas por firma particular de limpeza devidamente contratada pela Fundação Parques e Jardins - FPJ;

- energia elétrica: o abastecimento de energia elétrica resume-se às edificações presentes no Parque e está a cargo da LIGHT - Serviços de Eletricidade S.A.;

- iluminação pública: na entrada do Parque e nas áreas próximas às edificações, o serviço está a cargo da RIO LUZ - Companhia Municipal de Energia e Iluminação;

- drenagem urbana: drenagem superficial.

ESTRUTURA FUNDIÁRIA :

O terreno pertencente ao Parque Arruda Câmara é reconhecido como logradouro público.


V - MEIO BIÓTICO

FLORA :

Apesar das alterações antrópicas, o Bosque da Barra ainda mantém suas características ecológicas naturais. A vegetação encontrada na área pertence às Formações Pioneiras de influência marinha (Mata de Restinga), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

Embora esteja isolado e alterado pelo homem, o ecossistema existente no Parque Arruda Câmara é bem similar àquele que, originalmente, encontrava-se em toda a Baixada de Jacarepaguá, formado por biótopos típicos como os brejos, várzeas turfosas alagadiças e planícies arenosas. As espécies botânicas encontradas são conspícuas das restingas cariocas.

A vegetação é caracterizada por um estrato arbóreo-arbustivo pouco diferenciado, com indivíduos jovens e ervas reptantes e altas. Nas espécies xerófitas é comum a presença de folhas coriáceas ou carnosas, espinhos e acúleos. Estas no período de maior estiagem - normalmente no inverno, apresentam a caducifolia (perda de folhas) para aumentar a economia de água, através da redução da evapotranspiração.

O Bosque da Barra, além de um centro de lazer integrado à natureza, também é um local para trabalhos educacionais e científicos, bem como para a produção de mudas de espécies nativas das restingas cariocas. Este último trabalho é desenvolvido no Horto Carlos Tolledo Rizzini, que comercializa parte da produção.

Muitas espécies encontradas no Parque são raras e ameaçadas de extinção. Pode-se citar: a quaresminha (Marcetia taxifolia - Melastomataceae), a Croton migrans -

Euphorbiaceae, o murtilo (Myrrhinium atropurpureum - Myrtaceae), o cacto-coroa-de-frade (Melocactus melocactoides - Cactaceae), o bacopari (Rheedia brasiliensis - Guttiferae), o araçá-da-praia (Tocoyena bullata - Rubiaceae), a jarrinha (Aristolochia macroura - Aristolochiaceae), único alimento da ameaçada borboleta-de-praia, entre outras também ameaçadas de extinção.

Para recompor a paisagem, foram introduzidas algumas espécies exóticas como o abricoteiro (Mimusops cariacea - Sapotaceae), a amendoeira (Terminalia catappa - Combretaceae), o jameloeiro (Syzygium jambolanum -Myrtaceae), o algodoeiro-da-praia (Hibiscus tiliaceus - Malvaceae), entre outras.

Das nativas reintroduzidas observam-se a saboneteira (Sapindus saponaria - Sapindaceae), a munguba (Pachira aquatica - Bombaceae), a goiabeira (Psidium gayava - Myrtaceae), o cajueiro (Anacardium occidentale - Anacardiaceae), entre outras.

Nas áreas brejosas e alagadiças, a mata paludosa é formada por espécies de porte arbóreo-arbustivo como o pau-de-tamanco (Tabebuia cassinoides - Bignoniaceae) e o ingá-do-brejo (Inga uruguensis - Leguminosae) e herbáceas como a samambaia-do-brejo (Acrostichum aureum - Polypodiaceae), a taboa (Typha domingensis - Typhaceae), as cruzes-de-malta (Ludwigia spp), o cairuçu (Hydrocotyle bonariensis - Umbelliferae), entre outras.

Das orquídeas, há destaque para o sumaré-da-restinga (Cyrtopodium paranaënsis - Orchidaceae), também ameaçada de extinção.

A biodiversidade botânica do Parque Arruda Câmara é relativamente grande, devido à proteção e vigilância local, bem como aos trabalhos de reintrodução e multiplicação de espécies nativas.

O pequeno diâmetro à altura do peito - DAP, registrado para os exemplares observados, corrobora a afirmação da pouca idade da mata local.

O estado fitossanitário geral é classificado como bom, com a maioria dos espécimes produzindo floradas e sementes nos seus respectivos períodos reprodutivos.

Os diversos biótopos são bem representados.

O muro que cerca todo o Bosque da Barra, a presença de espécies exóticas e a urbanização da Baixada de Jacarepaguá, a longo prazo, podem criar problemas para a biota local, tais como a interferência no sistema hídrico e o isolamento de certas espécies.

FAUNA :

A fauna encontrada no Bosque da Barra ainda é bem representativa, sendo uma boa amostra da riqueza zoológica que existia em toda a Baixada de Jacarepaguá.

Tem-se como representantes da mastofauna : o mão-pelada (Procyon cancrivorus) e o furão (Galictis vittata), entre os visitantes locais; as cuícas (Philander opussum e Marmosa incana), o gambá (Didelphis marsupialis) e os ratos-do-mato (Oryzomys nigripes, Akodon arviculoides e Nectomys sp), o introduzido mico-estrela (Callithrix jacchus), entre outros, formando o contigente residente e visitante da fauna.

As aves observadas são as garças-brancas (Casmerodius albus e Egretta thula), o biguá (Phalacrocorax olivaceus), as marrecas (Dendrocygna viduata, Amazonetta brasiliensis e Anas bahamensis), os gaviões (Rupornis magnirostris e Buteogallus meridionalis), a saracura-três-potes (Aramides cajanea), o jaçanã (Jacana jacana), a rolinha (Columbina minuta), o tiziu (Volatinia jacarina), a lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta), o garibaldi (Agelaius ruficapillus), entre outras.

Entre os répteis que ainda ocorrem na área do Parque, tem-se o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris) - sem confirmação recente, o ameaçado calango-de-cauda-verde (Cnemidophorus ocellifer), além de serpentes como a parelheira (Philodryas patagoniensis) e a jibóia (Boa constrictor).

Dos artrópodos o destaque fica por conta das borboletas, merecendo destaque a borboleta-da-praia (Parides ascanius), quase extinta de seu habitat natural - as restingas brejosas.

A fauna que vive na área do Parque Arruda Câmara é diversificada, porém, com populações escassas. O isolamento gradativo que o Bosque da Barra vem sofrendo, seja pelo seu cercamento ou pela perda de áreas similares contíguas, está condenando as populações animais ao extermínio por falta de fluxo gênico.

Embora não mais existam os animais de maior porte, ainda há registros de espécies de pequeno porte. Devido às condições ecossistêmicas, já bem alteradas pelo homem, a área do Parque não pode oferecer abrigo aos predadores mais ativos e exigentes quanto ao habitat.